Hoje ela faria 84 anos, mas se foi há 30 anos, o motivo foi relacionado a amor, mulheres sensíveis, artistas e famosas, na maioria das vezes sofre muito, ou quase sempre. Bom, ela é a Dalida, aquela que canta lindamente em francês, uma bela egípcia, nascida no Cairo e neta de italianos.
Nasceu Iolanda Cristina Gigliotti, cresceu em um ambiente musical, seu pai, Pietro, trabalhou como violinista na Ópera do Cairo. Aos 10 meses de idade, sofreu uma infecção ocular gravíssima, por causa disso, aos 4 anos de idade, fez duas cirurgias graves, teve problemas oculares por toda a vida e passou a infância e adolescência usando óculos, até que um dia, aos 13 anos, atirou os óculos pela janela, os olhos eram os seus maiores incômodos, em virtude da infecção, ficou estrábica, mas fez uma nova cirurgia na adolescência que deu certo, recuperou a autoestima e ganhou um concurso de beleza local em 1951, tornou-se uma modelo e em 1954, ganhou o título de Miss Egito.
Aos 15 anos 
Miss aos 21 anos 
Carreira
As portas da indústria cinematográfica do Cairo se abriram, ela passou a ser Dalila, seu sonho era ser atriz em Paris e foi descoberta pelo diretor francês Marc de Gastyne. A família relutou, mas no dia 24 de dezembro de 1954, ela pegou um voo para Paris. O começo foi muito difícil, não conseguiu lugar no cinema francês, as dificuldades aumentaram, então resolveu fazer aulas de canto, virou cantora e com o nome de Dalida. Em 1956, o sucesso aconteceu e foi ininterrupto até o dia da sua morte. Gravou 46 álbuns em estúdio, 8 álbuns ao vivo 31 compilações, vendeu mais de 170 milhões de cópias, ganhou 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um disco de diamante, ainda filmou 12 filmes.
Era uma poliglota, dominava mais de 10 línguas e ainda está entre as artistas que mais vendem discos no mundo.
Dalida, além de ser um ícone da música francesa e mundial, também é um ícone de estilo, está entre as mulheres mais estilosas do mundo, é referência em elegância que ela provou no programa de televisão “Dalida Idéale“, de dezembro de 1984, ela troca de roupa mais de 50 vezes, esbanjando o bom gosto e a alta costura, até hoje, é fonte de inspirações em coleções de grandes estilistas.
Ela sabia se vestir, se produzir, não gostava de joias, ela dizia que as joias apagavam a beleza de qualquer mulher. Adorava biquínis, vestidos, macacões. Era ousada, sem ser vulgar, foi uma das primeiras cantoras a usar “segunda pele” com transparência, tapando as partes íntimas.
Frase do estilista que revolucionou o couro, Jean-Claude Jitrois: “Vestir Dalida é como vestir alguém para a noite do Oscar, a elite vai vê-la e o resto do público também”.
Bom, fiz este post, porque hoje, além de ser o aniversário dela, este ano também fará 30 anos que ela se foi, por isso que haverá uma exposição no dia 27 de abril até o dia 13 de agosto de 2017, no Palais Galliera, Musée de la mode de la ville de Paris (Museu de Moda de Paris), que reunirá peças incríveis do seu guarda-roupa, usadas em shows e no tapete vermelho, como quiser red carpet, assinadas por Chanel, Christian Dior, Azzaro, entre outros estilistas.
Os cabelos naturalmente castanhos ganhou tons de loiro e foi uma loira, que ela se tornou

A postagem é sobre alguns vestidos, porque teriam que ser mais uns 10 posts, se fosse para expor o estilo ao longo dos anos, a casa, la maison, no bairro boêmio Montmartre, uma colina 100 m acima do nível do rio Sena, era da casa, que ela avistava Paris. Também a casa de veraneio na Córsega, uma ilha do Mediterrâneo e os amores, que não foram fáceis, mas agora, o que interessa, é o palco.
Antes dos anos 70, ela só usava vestidos brancos, era a fase “madona”

O vestido em veludo vermelho dos anos 50, irá para a exposição


A partir dos anos 70, ela começou a usufruir da alta costura



No Olympia em 1971, Olympia é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris, inaugurada em 12 de abril de 1893

Os vestidos na maioria, tinham fendas

Nos anos 80

Usando um Dior de veludo azul

Não resisti em colocar algumas fotinhas que achei especial
Em 1968, em frente ao Copacabana Palace no Rio de Janeiro

Amei o cinto de mãozinhas

Ela adorava vestidos com fendas e o estilo slip dress, também usava muito as sandálias T-Strap, que têm estilo de dançarina com uma tira em cima do pé

T-Strap com vestido estampa leopardo, hoje chamada animal print

Em 1986, cheia de estilo e em 1987, em uma viagem ao Egito


Alguns segredinhos de beleza
Perfume: Opium, de Yves Saint Laurent, com notas de picantes de tangerina, jasmim e baunilha.
Rosto: Base ultra matte bege, uma novidade dos anos 70, por isso, não precisava usar pó. Nas, bochechas, rosa em tom de ferrugem.
Olhos e lábios: Usava sombra de tons de marrom e dourados , usava lápis marrom em todo o contorno dos olhos, por dentro das pálpebras. O rímel era marrom e os cílios eram finalizados com rímel preto nas pontas, quando secos, para alongar. Nos lábios, batons do vermelho ao nude com contorno em lápis em tom mais escuro.
Cabelos: No final dos anos 60, mudou os cabelos castanhos para loiros, por isso retocava as raízes a cada 3 semanas, usava-os longos, fazia hidratação à base de plantas, usava bobes e depois soltava para dar o efeito ondulado e na última água do enxague, quando lavava os cabelos, colocava algumas gotas de vinagre. Sempre escovava os cabelos para trás.
Minha Perspicácia
Percebi que a musa do movimento da Jovem Guarda nos anos 60, a cantora Rosemary, tem o mesmo estilo da cantora Dalida, tanto a cor dos cabelos, como o corte dos cabelos, não sei se são coincidências ou se há, digamos uma inspiração.


Espero que tenham gostado! Beijos!







