Assisti ao filme “Elis“, muito maravilhoso, a Andréia Horta simplesmente perfeita ! Atriz talentosa é assim, representa com total respeito ao/a personagem, interpretou lindamente. Bom , o filme é muito bem dirigido, com fotografias lindas, atores fantásticos, cenários que realmente nos remetem aos anos 60, 70 e 80 e uma trilha sonora magnífica, eu que vivo no meu mundo ouvindo as minhas trilhas sonoras que eu mesma elaboro, me vi muito ali naquele cenário, pois as músicas do filme fazem parte do meu dia a dia e nesta era que o Brasil vive uma depressão musical, a trilha do filme é um “lidosporin” para os ouvidos.
Amei os cenários e o figurino da Cristina Camargo, o filme começa com a Elis chegando ao Rio com o pai nos anos 60, 1 hora e 55 minutos é muito pouco para mostrar a vida de Elis, a pimentinha que não tinha papas na língua, inclusive nem para o povo da terra dela, foram criticar por que ela morando no Rio, pegou o sotaque, ela mandou ver no argumento e deu um chega prá lá, apesar do pouco tempo de filme, porque eu não senti o tempo passar, o diretor soube resumir de uma forma que o enredo ficou muito bom.
O cenário, tanto do apartamento que ela morou, como dos camarins, palcos, as ruas, tudo, obedecendo à época. A casa linda que aparece no filme não é a casa que foi de Elis, mas retrata a “atmosfera” do lugar, a decoração, o terraço com vista para o Atlântico, o piso de assoalho de madeira, as garrafas de bebidas, copos, discos vinis, móveis, enfim, tudo de um astral que parece voltar tudo àquele tempo.
O Filme
Andréia Horta Maravilhosa ! Os cabelos curtíssimos da Elis, sugestão do Ronaldo Bôscoli, o primeiro marido de Elis. A Elis foi precursora da MPB. Elis era muito visceral, alma pura, de uma sensibilidade extrapolada, por isso, não aguentou ficar muito tempo neste mundo, a Andréia incorporou, de fato, a Elis. A risada, os trejeitos na fala, a presença de palco com uma energia de mostrar quem era, tipo dá a cara para bater, sem bem que Elis não deixava rsrsrsrs


Um dos cenários mais lindos foi a casa na avenida Niemeyer, a casa do filme é muito parecida com a casa que Elis comprou em 1967 e a casa foi motivo de brincadeira que acabou em casamento, o Bôscoli deu a maior força para ela comprar a casa, ela respondeu que comprava se ele casasse com ela, mas antes quem brincou foi ele, que se ela comprasse a casa, ele casaria com ela, bom , enfim, os dois juntos eram explosões de brigas e paixão.
A casa é dos anos 50, projeto do arquiteto Fernando Portuguese, fica nas rochas da avenida Niemeyer e a alguns minutos de Leblon e Ipanema, a varanda tem vista para o horizonte e as ondas do mar batem nas rochas, aliás, foi de lá que Elis jogou a coleção de vinis de Frank Sinatra do Bôscoli, atirou tudo ao mar, em um rompante com motivos.
Depois ela casou-se de novo, em 1973, com o pianista César Camargo Mariano, com quem teve mais dois filhos e foi morar em uma “casa de campo” na Serra da Cantareira, em São Paulo, ficou casada até 1981 e 6 meses antes de morrer, namorava o advogado Samuel Mac Dowell e assim, eterna é Elis.
Elis e Bôscoli na casa branca, como era chamada




A Casa Hoje
Não resisti, a casa é muito agradável, tanto a verdadeira, como a do filme













Nada mal, a vista para a Pedra da Gávea

Mil Beijos e assistam Elis !







