Aconteceu no Rio de janeiro, ontem, dois lançamentos de livros, um sobre a biografia de um ícone e o outro escrito por outro ícone, ambos  jornalistas, mas cada um na sua praia.

A biografia de Zózimo Barrozo do Amaral, falecido em 1997, está em mais de 600 páginas, escrita pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, a obra conta  as 3 décadas de jornalismo do   Zózimo, desde a época de colaborador na coluna de Carlos Swann no jornal O Globo, até ter a  sua própria coluna no Jornal do Brasil, nos idos da década de 60.

Além de escrever sobre a sociedade brasileira, escrevia sobre política, economia e sobre o que mais gostava: Esporte. Foi o primeiro colunista a ser preso, por escrever artigos muito lúcidos sobre a política brasileira na época da ditadura, o que desagradou aos detentores do poder na época: Os militares.

O Livro

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Zózimo e Carlos Swann

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Uma foto da coluna do Zózimo, ele escrevia sobre a High Society, mas sem plumas e paetês, ele desnudava o sistema com elegância, com muita genialidade, na foto, Carmen Mayrink Veiga e Maitê Proença

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O autor do livro, o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, com Leiloca, uma das Frenéticas de Nelson Motta, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon

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Homenagem em 2001 : Estátua de bronze no posto 12, Leblon, no final da Avenida Bartolomeu Mitre. A obra é do artista plástico Roberto Sá. A estátua está em pé, segurando um paletó jogado sobre o ombro direito e com a mão esquerda no bolso. Não poderia faltar a inseparável máquina de escrever e objetos de seu cotidiano, como agenda e caneta.

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O outro livro fala sobre músicas que fazem parte do Brasil, de Chiquinha Gonzaga à Marcelo D2. O jornalista, compositor, letrista, roteirista, produtor musical, escritor e teatrólogo, Nelson Motta  resolveu escolher 101 músicas que fizeram parte da história do povo brasileiro, músicas que tocaram na rádio, na televisão, enfim, a trilha sonora da vida das pessoas. Motta escreveu músicas com Lulu Santos, Guilherme Arantes, Rita Lee e outros compositores, ele teve participação em muitos sucessos que marcaram época, foram mais de 300 músicas. Foi o criador das Frenéticas na era Disco, escreveu com Rubens Queiroz, a canção Dancin’ Days, um hit eterno da era disco, é um hino à vida.

Motta participou do movimento Bossa Nova, da era disco, ajudou a divulgar o rock brasileiro, produziu discos das estrelas da MPB, acompanhou de perto a carreira de Tim Maia, seu amigo por quase 30 anos. A última vez que encontrou Tim Maia, foi em Nova York, onde morava desde os anos 90.

Sabe aquela música do final do ano da Globo ? ” Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou … “, é dele, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.

Ele tem uma coluna no Jornal da Globo, todas as sextas-feiras, ele fala sobre um gênero musical.

Frenetic Dancing Days Discotheque, dento do Shopping da Gávea, fundada em agosto de 1976, por Nelson Motta

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Show de Maria Bethânia, ele com Marina Lima e Elba Ramalho, no ano de 1985

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Nelson com o livro  “101 canções que tocaram o Brasil”, o lançamento foi no bar restaurante Flashback, em Ipanema, noite bacana, sem filas, as pessoas ficavam sentadas comendo o menu do chef Pierre Landry e Nelson ia nas mesas conversar, autografar os livros

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Quem passou por lá, foi Maitê Proença, eles namoraram em 2014, adorei a calça da Maitê, tipo patchwork, com regata preta de detalhe na gola, lembrando um colar

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Eduardo Bueno, o curador

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